O dia não significa o fato. Mas influência de alguma forma - esta não sei dizer, mas sei que existe. E como entender algo que não sabe descrever, mas existe de um determinado jeito. E a forma de existir se concerne a quê? é mera abstração do étereo ou devaneio terreno ou até a impercepção do real? Tratamos disso em outra hora, mas refiro-me muito anterior ao ato da coisa. A discussão se enraíza na disputa inexistente de alguma coisa. Oras, se há, abertamente um enfrentar, que seja correspondido de necessário. O que há é a falta de especulação e que gera numa apatia de ambas as partes. Fui alvo, hoje, e não representa um desmoronamento do meu eu, entretanto, me senti um pouco à deriva de consciência. Não compreendi ao certo o que gerou a tamanha disparidade por palavras esparsas que fora soltas por mim, mas com um valor igualmente inexpressivo tanto como uma conversa informal de rotina. Não altera em nada, mas provém de uma espontaneidade e naturalidade tacanha. Agora o que acontece é que muitos estão a flor da pele e transporta uma natureza pura e intacta num turbilhão invadido pela própria natureza. Como se um furacão passasse arrastando tudo o que poderia ser natural e o transformasse numa cadeia de reação que serviria ao sujeito a quem se contactava. Ou melhor dizer, como que se de um elemento natural fosse estraído o ópio que causaria destruição em outrem. Fiquei pasmo com tamanha reação que emergiu de lacunas e foi-se abundantemente sobre mim... Isso seria falar em parábolas? E a isto se dirigia essencialmente o medo de ser autêntico e sem objetividade? Não.. acredito que não. A falta de objetividade não me é propícia nesse momento. Até porque ser objetivo é entender e pronto, por mais que se perpasse por outras palavras. Mas é na subjetividade que encontramos um pensamento diferenciado. É aquilo que se interpreta de forma peculiar e por alguém destemido a ponto de expressá-la. E se me disserem que a subjetividade é falar demais, por tantas palavras desusual... Mas entender o do que se trata. Direi: Então, a subjetividade é parte integral de uma objetividade plena. Acho que está dirimido.
Entre tantas perguntas, tantos anseios, temos aqui o que não faz nenhum efeito. Ou faz? Uma viajem ao seu interior mais profundo. Ao âmago ferido ou reconstituído.. Pairante nos assuntos que nos levam a reflexão interna e externa, onde apenas eu escutarei a música latente.
sábado, 25 de outubro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Um resfôlego no real.
Este texto segue em dedicatória para Carla, Vanessa, Jaelson, Hallan e Marcos. Às vezes existe coisas que são respostas para a nossa mais contundente pergunta. Prefiro chamar de coisa e não de próprias e meras respostas, é o mais. É o que ainda não se define, porém ampara e salva.
Disse-me uma vez: É melhor ser amado e aprender a amar do que amar sem ser amado.
Que peso, que frase! Substancialmente é um alicerce para a maior construção existente e fundamental para qualquer ser. O que é aprender a amar? Até que ponto essa informação nos transparece pertinente? Eu entendo que pode até ser uma confusão balbuciante em cada íntimo de nós, mas é algo seríissimo e de estranheza não revelada. Amar alguém é fato inexistente. Não amamos, apenas nos apaixonamos e por até 3 anos - segundo alguns psicanalístas - se perdura essa paixão ardente que sofre decadência nesse período longíquo - se o caso for, não sendo findada antes desse tempo. E com relação a amar, vivenciamos a inconsequência de algum dos dois por não dar certo o relacionamento. E colocamo-nos numa situação de julgador ou condenado. Ou fui eu quem errei ou foi a outra quem errou. Seria uma forma medíocre e um infortúnio desvairado que prentende dissipar a capacidade de entender o que não é inteligível apenas pelo intelecto. É um juízo de valor inestimável e serve para norteamento de qualquer um que queira saber mais do possível. É um quase tocar na tessitura da vida. É saber que o bom maior é se doar, retoma-me a humildade, porque, a mim, por exemplo fala sobre se doar, tacitamente, onde o fato de aprender a amar é se doar pelo outro para que haja a integridade plena de uma existência parcimoniosa. Não adianta a gente invarialvelmente tentarmos encontrar pessoas diferentes na vida, que possam, pela aparência física e pela pouca sabedoria que tivermos dela interior, fazer parte de nossos corações. Eu tenho minhas lamentações e frustrações por pensar nas garotas que, a mim, serviriam de manifestação de harmonia - mas não foram. Embora eu tenha aprendido a amar incondicionalmente pessoas que um dia já fizeram parte de mim, no meu imaginário irreal e na âmbito do passional que outrora subsistiu em mim. Pelo menos a uma delas. Queria informar-lhes que é preciso sabermos aprender a amar a outrem, só assim desenvolveremos a virtude do amor. E não são todos a quem possuem.. São para poucos... E o mundo está manchado pela preconceituosa e deturpada forma de amar. Pois a mim é diferente, amo e amo sim! Aprendi a amar e passar por cima de todas àqueles que querem dissipar esse amor imensurável.. É amor mesmo.. aprendido, aprendendo e sobressaindo-se diante do impasse e da arrogância do ser humano. Posso dizer, àqueles que acham esse texto de qualquer forma, fora da possibilidade cogitada, e por assim dizer diferentemente do habitual e estranho por consequência. Posso assegurar com a mais branda simplicidade que a vida se faz disso. E sou feliz, sim.
Aos meus amigos,
Carla, Vanessa, Jaelson, Marcos e Hallan... Amo vocês!!
Amo cada um de vocês... Aos outros, aprendam a amar...
''Give ask nothing in return''
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
O tempo do tempo.
O fim de tudo foi quando me reconheci. Eu estava sentado numa sala, retraído, absorto e de repente, repentinamente, coisa que só a realidade pode dizer a cerca de duas vezes o normal do que se repete. Mas, voltando a realidade, saindo-se da redundância abstrata. O fato de estar sentado, no sofá, a espera já era uma forma sólida de uma reconciliação. Era o momento certo, cheguei na casa daquela que me fez alvorecer por diversas vezes, onde meu coração encontrava-se na noite, soturno e que amanheceu, brilhante como uma luz vívida e apaziguada. Eu lembrava de muitos momentos, até porque seria uma falta de personalidade esquecê-lo. Por mais que a situação fosse controvérsia, por mais que estivéssemos distantes interior e geograficamente. Mas nesse momento de espera já se concentrava em mim uma forma calma e alegre, até porque haveria uma conversação fraterna para a resolução do que antes não o fora. O tempo escorria dos relógios e da vida. O que sentia, também. Às vezes me dava uma ânsia de voltar atrás e não ter falado com a mãe dela, a espera me desespera. Isso muitas vezes acontecia comigo, na verdade, pelo transitar do tempo em minha vida, entre o fato e a espera. Algo sublime me empenhava para manter-me naquela posição, como se honrasse a própria vida - isso, digo com precisão, pois subentende-se que o sentimento, amor, paixão, carinho por sua própria natureza já faz parte da vida e é interessante a relação que isso impulsiona no próprio carácter de viver. Olhando a casa - à toa - vejo uma foto, marcante. Era a foto que eu tinha tirado, não tinha, a mim, na imagem, mas havia certa conveniência dela ter colocado-a em um dos móveis da sala. Era uma vitória antecipada, pelo menos ela não seria inflexível. Ou quem sabe ela nem se lembre que fui eu quem a tirei. Olhei, - sem hesitar em recriar àquela atmosfera que outrora vivi - a lembrança era uma lembrança, um presente, uma dádiva. A música de alguma forma ecoava aos meus ouvidos, era a música do amor. Existia ainda amor naquele meu coração vagabundo que apenas queria a sua atenção. Escutei ruídos, era algo familiar e tão família que apareceu-me ela. Olhando-me com um olhar vítreo, daqueles que se indaga a presença abrupta de outrem. Olhou-me sem compromisso, um sorriso soltou. Era o começo de mim, era o começo do fato. Olhei-me por dentro, vi a necessidade de estar com ela, de tê-la comigo. Era o fim do começo, depois, muito depois foi que entendi o que significa o amor. Mas isso, foi-se depois.
sábado, 9 de agosto de 2008
Saber entender. Entender, saber.
Depoimento nunca revelado, porém escrito para uma amiga - numa das constantes situações latentes da vida rotineira de um ser passional.
E que entendamos da melhor forma e equiparável ao que nos é compatível.
E que entendamos da melhor forma e equiparável ao que nos é compatível.
''Bom, realmente esquecer um amor, pra mim, foi difícil.. Mas eu consegui, graças a Deus e a vocês, meus amigos. Saiba que o bem mais valioso na vida de qualquer pessoa, indiscutivelmente, é o amor verdadeiro que nossos amigos têm por nós. A diferença é a forma que se demonstra pelo o que é dado o nome de amor. Amar sem consequência, amar por prazer, isso é realmente uma forma inescrúpula de manifestar a desilusão na vida de outrem, mas os amigos amam porque realmente e plenamente amam, é coisa divina e constante, não se exaure, porém se expande. Amigos é para todo o sempre. Eu sou bem mais você e eu. Você e Vanessa, você e qualquer um de seus amigos. Amores passam, amizades ficam. E quem nessa vida vai dizer que sofreu por amigos? Mas há frequência de sofrer por ''amor'' - no sentido equivocado da palavra, porque sofrer por amigo, é quando se morre o nosso próprio ser e não há mais como reavivar aqueles laços. Isso é não ter/sofrer por amigos. Te amo. ''
Hoje em dia, particularmente, tenho uma opinião em processo de formação, mas que se encontra a cada vez mais residente na veracidade dos fatos. Acredito mais em mim, por mim e para mim, confio - mediante a respeitabilidade - nos outros. Assim levo a minha vida, e espero que seja assim a cada um de nós, que saibamos, necessariamente entender o mais secreto de nós mesmos, mas só se aprende pelo lado averso ao que se quer encontrar.. Mas isso deixaremos para falar noutras oportunidades.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A simplicidade
Era uma vez... e tudo se iniciou como num conto de fadas relatando o impalpável. No começo - como é de costume - tudo se interliga de forma incoerente, mas apraz. É esse sentimento que, por muitas vezes machuca o ser, pois de início se percebe uma aceitação plena de determinada coisa e depois vê-se que aquilo um dia cogitado, era nada menos que um impasse ou atitude errônea, preste a ser, necessariamente reparável. Bom, nós, no começo começamos a pensar e agir de forma livre e passional. A razão, por sua vez, e como já foi contada, perde sua razão. É uma redundância absurdamente coerente. Por vezes deixamos o lado racional da coisa para fazer pelo passional e acabamos sofrendo o passinal inimaginavelmente. Então foi que começamos a falar sobre a vida que circundava o nosso convívio, veio-me aquele impacto ao dizer-me que minha atitude a cerca do gosto musical se implicava com a rotineira tendencia populacional. Fiquei quieto por alguns instantes, não por falta de palavras, mas pela perplexidade daquela efusão de posição diante de mim e apontando-me como um ser equivocado ou fora dos padrões - e como se fosse necessário que fossem seguidos - aqueles átimos de segundos me mostraram tantas coisas que poderia ser imprescindíveis no ato daquele princípio de discussão. A princípio assenti, meneando a cabeça, numa forma de protesto na concordância daquela ríspida ilógica. Centralizei meu olhar no sibilar dos lábios que reincidiam tentando argumentar ainda mais contra meus fundamentos sensacionalistas da música - coisas que apenas eu mesmo entendo. E chegou a cerrar com a idéia seguida de afirmação que a música popular brasileira estava no seu momento mais deteriorado - isso ele tinha razão, e quanta. Por vezes pensei e iria agir pelo passional, mas como era notória aquela forma de pensamento, referindo-me ao momento péssimo da mpb no Brasil, consenti com seu diálogo que se estendeu, depois de poucos segundos fechados para mim. O meu ato era apenas o de escutar, não quereria falar nada, pois ser-me-ia inútil naquela situação constrangedora e desafectuosa. Aquela forma de falar do mais íntimo de mim mesmo, sobre a música, talvez fosse um manejo dele para me impressionar. É o que acontece sem pudor, pelas pessoas, elas atingem aos outros, para depois dar-lhes consolo. Acho isso uma forma grotesca e animal brutal. Mas eu não iria ceder aquele clímax de espontaneidade dele. Deixaria falar mais, a música era latente em mim, era apenas uma política retificadora, por sua parte. Nada de influência mística, nem imposição déspota em cima de mim, até porque já me conhecia e sabia que não cederia por conta de argumentos infundados na ridícula e resumida qualidade de oratória que ele tinha. E ainda, uma péssima forma de tentar levar-me a convencimento. Houve seu tempo, e por conseguinte, finalizou-se dizendo-me: Não vais falar nada?. Fitei-o com admiração e disse-lhe: É, indiscutivelmente a forma mais pacificadora e apaixonante que tive me minha vida, uma forma inenarrável de tentar levar-me consolo pela sua ausência de investida em mim. Se querias me ter, pelo menos nessa noite, poder-me-ia ser sincero e falar de forma clara e concisa a despeito de tudo isso. Mas a imaturidade passional fê-lo agir sem a paixão, o que é pior do que quem age racional, sem a razão.
Silêncio. Houve o silêncio, tácito ambos. Era o começo de tudo... meu coração bateu com intensidade, pensei em tê-lo machucado. Ele olhava-me com um jeito insolente e profundo. Aproximou-se de mim, a mim que não estava a espera de nada, posicionou-se frente a mim e numa atitude brava e destemida, calou-me de forma honrada com o que eu tanto o atingia - a ausência de atitude, tornara-se a presença, juntamente com o silenciar dos meus lábios. Então, entendi realmente o que se forma diante de toda a especulação alheia.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Dos trejeitos de amar
Se eu fosse alguém pragmático pelo hodierno, talvez eu fosse alguém diferentemente correlacionado ao novo. Porém, acredito, e nisso tenho força de fé e construção evidente de que a minha perspectiva de prosperidade iminente e intermitente - que seja lá de forma confidente, ou não - se dá pela junção dos tempos. Quero dizer que meu ego se dispõe do passado, presente e do que está acontecendo agora e mais um pouco a frente do que faço. É meio complicado de dizer o que significa, mas eu o chamo de um quase futuro. É como se entre duas coisas próprias, existisse uma impessoal, um ponto de ligação, uma ponte de hidrogênio. Um quase futuro é eu estar a escrever e já pensando, porém não concretizado, mas o que se pensa já dá plano coerente para o que se pode escrever, é o próprio futuro já pensado, porém não sabido. Mas é meio complicado de falar, é como se tudo estivesse interligado um ao outro e no ato de descrever uma coisa, mesmo não sabendo o futuro, o próprio posterior àquela coisa, já estivesse vivo e já transparecesse, porém eu não o visse, mas depois de tempos infinitesimais, aparecesse de forma tão familiar que se interconecta. É que acontece com os contrários ao revisar textos. Já próprio a ligação crucial que coexiste entre um trabalho e outro, entre uma palavra e sua sucessora. É como se elas fossem irmãs, inatos. Já pensou que assunto interessante, é forma vivida do pensamento realista e aprofundado, com mesclas de hermetismos. Quem sabe você, depois dessa desvairada projeção do que não existe, porém já é vivo de forma absurda, não pensa em outras coisas que levam a filosofar de forma mais hermética. De uma forma mais transcendental..
sábado, 5 de julho de 2008
A criação da coisa.
É necessário, sempre, retomarmos o que um dia foi-se constituído pelo nosso intelecto. A formação de qualquer coisa - por mais que seja pitoresca ou absurda - deve-se pelo fato do transcendente, algo que não existe, porém passará a existir. É um plano supranatural, acima do natural. É a fusão do que chamamos de inexistente - e talvez seja a alma das coisa - sobre aquilo materializado, manifestado pela condição terráquea. Toda formação nasce daquilo que chamamos de hipótese. Encontramos muitos resquícios de incerteza perante os outros, o que se distingue de prejulgarmo-nos de forma inexata e antiquada. É consternador, ao ver deles, a nossa suscinta e delicada formalização de um determinado evento, por simplesmente não ser àquilo que está impregnado na membrana intergalática e imposta deles. O que um dia tornou-se o que hoje chamamos de conceito matemático, então se dispusséssemos de uma forma contrária ao que é normal, somos subjulgados e alternadamente excluídos, dependendo do fato, de um determinado ciclo conservador e inoperante. Um ciclo que se autodestrói pelo ápice de incompetência e inflexibilidade - não confundo inflexibilidade, conservadorismo na forma correta de existir. Compreendo que aceito o conservadorismo em detrimento do novo e usual desconceitado e repugnante - dado ao concernente à música, por exemplo. É uma lógica diferente, porém, mesmo não o aceitando para mim, eu tenho a necessidade e prudência de respeito. A formalização de qualquer coisa, que pelo consciente ou inconsciente se produz, deve-se ao respeito mútuo e equalização com sucesso. Se não for dessa forma tão abrupta e constrangedora, muitas vezes, nos veríamos como meros e cavernosos idealizadores da propagação de certo aprimoramento da matéria. E como é fina e sinuosa, esta matéria.
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Quem sou eu
- M. Neto
- Nasci em Recife, mas logo fui morar na cidade da Vitória de Santo Antão. Hoje, aqui, sinto que é uma particularidade íntima. Esse meu viver, minhas afinidades com essa cidade, transporta-me a outros mundos.''Sou a fusão do adulto maduro e o menino tenro''. ''Cogito ergo sum'' Escrevo desde os 16 anos e descobri na escrita um pedaço de mim, uma ânsia ardente e gostosa. Não reviso meus textos. Escrevo contos, romances, novelas etc.