quinta-feira, 19 de março de 2009

Propostas de coordenação.

O que há com as pessoas quando se encontra em certos impasses, é principalmente, o desnortear constante, que a fazem atônitas e emissoras de parcialidades imprudentes. O que tento exemplificar por palavras interligadas e concebíveis de sensatez, é que existe graus de amizade e cada um corresponde de acordo com sua disciplina. Didaticamente falando é que não podemos sobrepor-se à outrem, pois assim perderemos nossa autonomia peculiar e restrita, e passamos a ser vistos como tiranos ou déspotas. Ocorre de não orientarmos uns aos outros de que, para cada construção de relacionamento seja na parte conjugal, fraternal e qualquer que seja, há-se a necessidade de alinhamento posicionado. Sempre temos nosso comodismo quando deparamo-nos com um livre e largo vínculo de amizade com o sujeito. É aí que enganamo-nos. A possibilidade de despojo com relação a vínculos é muito mais delicada do que pensamos, a propósito, se existe uma forma compromissada e coerente que legisle sobre uma ética, está deve ser perpassada pela mais fina tessitura que há a respeito do respeito. Primeira palavra ético-moral que devemos aplicar aos vínculos. O respeito é fonte promissora e rudimentar, sendo função precípua para o desencadeamento de uma consistente amizade que vise a plenitude capaz e sadia. Se não houver respeito mútuo entre as partes, não há estrume para nutrir a árvore, e sabemos o quão importante é o solo para que os ramos cresçam e dêem mais frutos, mais amizades. Vejamos que, apesar de toda compostura do ser, toda manifestação por instinto, sempre tem de observar o ponto de eclosão e o ponto de supressão, é daí que o respeito pelos pontos surge. Até onde podemos suportar a nossa indignação, mas se for além, mesmo sabendo do prejuízo que causarei, serei cauteloso, legítimo?
Posso dizer também que este não é só o adjetivo que faz acontecer o propósito de amizade. Posso citar mais duas condições, que caso não sejam devidamente correspondidas, toram-se depreciativas e que tanto é exímio no processo ilegal. Falamos em consideração. Palavra que é insigne, notável demais e com a qualidade de superioridade interligada com benevolência. Agir de boa-fé é ter o compromisso da consideração. Podemos não gostar de alguém, mas há consideração em respeitá-la. São palavras independentes, que a curto modo, se entrelaçam e dão reforço um à outra. Contudo, a consideração é nata de uma vida com objetivos e conceitos preestabelecidos de conduta firme e impermeável. Passar um tempo junto à outrem já é princípio para a consideração no seu ato espetacular de reparo e esmero. É uma visão muito vanguardista e preponderantemente visível para o espetacular andamento do fraterno considerável. E por fim, devemos ter a verdade. A verdade é a fonte para liberdade em qualquer situação. Ela que provê toda e intimamente as lacunas temporais e imaginárias que o mundo abriu. É um trinômio supracitado respectivamente por respeito-consideração-verdade. Se formos colocar numa balança, viabilizamos uma unanimidade conjunta de todos eles. É o caso de sabermos que a união é a produção, é a essência. Um vínculo por qualquer que seja, deve se fomentar na indissolúvel tripartição harmônica entre si para que a plenitude do ser seja alcançada, para que nasça dessa fusão elementar, a verdadeira maneira de tratar o que merece ser tratável. Todavia, o que percebe são pessoas indisciplinadas tentando, em vão, numa tentativa fútil, a coordenação de forma equívoca e punitiva para aos que não compreende o valor inestimável que tem numa fraternidade vincular, que embora, possa soar como prepotência, mas que não o é, e é apenas uma forma apaziguada de visão avant garde de fornecer um ideário não utópico, mas tropical e palpável. E que entendam de maneira inteligível, porque amizade é espiritual e o amor é carnal, como disse a um amigo, hoje à noite, poucas horas antes de escrever esse meu postulado.

Um comentário:

Everton disse...

Muito boa sua reflexão sobre Niveis de amizade!
Parabens!

Quem sou eu

Minha foto
Nasci em Recife, mas logo fui morar na cidade da Vitória de Santo Antão. Hoje, aqui, sinto que é uma particularidade íntima. Esse meu viver, minhas afinidades com essa cidade, transporta-me a outros mundos.''Sou a fusão do adulto maduro e o menino tenro''. ''Cogito ergo sum'' Escrevo desde os 16 anos e descobri na escrita um pedaço de mim, uma ânsia ardente e gostosa. Não reviso meus textos. Escrevo contos, romances, novelas etc.